Planejamento Estratégico não é um mapa na parede
- jarbasinfo
- 5 de set. de 2025
- 3 min de leitura
Se seu planejamento é só um mapa na parede... nada muda na prática.
E a quantidade de gestores que se identificaram me mostrou o tamanho do problema.
Por que tantos planos morrem no slide?
Porque estratégia não é uma apresentação bonita, é um processo vivo que conecta gente, método e decisão.
1. O que um plano estratégico precisa ter
Engajamento: Se a organização não se sentir parte da construção, ninguém vai comprar a ideia de mudança. Sem engajamento, o plano já nasce morto.
Colaboração: Workshops colaborativos funcionam melhor do que plenárias cansativas. Dinâmicas bem conduzidas estimulam participação, compromisso e um senso real de responsabilidade pelo resultado.
Conexão de dores a ganhos: Planejamento não é só dizer onde se quer chegar — é mapear as dores reais, os desafios críticos e conectar isso a ganhos estratégicos. Ferramentas como Sensemaking ajudam a lidar com incertezas, riscos complexos e a adaptar a estratégia em cenários dinâmicos.
Método contextualizado: Frameworks prontos são ponto de partida, não solução mágica. Cada organização tem sua história, cultura e desafios. Repetir modelos sem considerar o contexto é um erro clássico — e um atalho para o fracasso.
Apesar da busca quase automática das organizações pelo modelo BSC, tive a oportunidade de liderar planejamentos estratégicos em instituições de grande relevância, que confiaram em abordagens inovadoras — e colheram resultados reais.
Aqui está o que apliquei na prática:
✅ Sensemaking: Usei para mapear percepções, entender o ambiente e captar sinais antes mesmo da formulação estratégica. Isso evitou planejamentos cegos e aumentou a aderência do plano.
✅ Design Thinking: Apliquei em entrevistas, enquetes e workshops colaborativos para mapear dores, definir problemas reais, gerar ideias junto às equipes e testar soluções em ciclos curtos — mantendo a estratégia viva e adaptável.
✅ OKRs: Transformei objetivos estratégicos em metas claras e conectadas ao dia a dia das equipes, criando foco e clareza nos resultados a serem perseguidos.
✅ Modelos próprios: Desenvolvi ferramentas como o Canvas de Indicadores e o Modelo de Maturidade em Gestão de Riscos, além de usar práticas ágeis como o Kanban para priorizar iniciativas e o Canvas de Projetos para desdobramentos rápidos.
Não foi sobre inovar por moda — foi sobre criar um planejamento estratégico que funcionasse na prática.
2. Erro mortal: Planejamento sem engajamento
Estratégia feita a portas fechadas cria times desconectados e metas que ninguém abraça.
Sim, alguns até vão aderir — por obrigação. Mas estarão realmente comprometidos?
❓ Na sua empresa, o planejamento envolve quem executa ou desce pronto da diretoria?
3. Como tirar o plano da parede e colocar em prática?
Tudo começa com escuta ativa: entender os desafios, expectativas e percepções de todas as partes envolvidas.
Depois, facilito oficinas estratégicas colaborativas — onde o plano começa a ganhar corpo com quem vai executar.
A partir daí, desdobro os objetivos de longo prazo em OKRs, conectando a visão macro a ciclos menores, metas claras e gestão contínua.
E, claro, uso ferramentas que tornam tudo mais ágil e visual:
Miro para oficinas e cocriação
Trello, ClickUp, Channel e outros para gestão do dia a dia
Power BI para monitoramento de resultados e tomada de decisão
4. Conclusão
Se você também está cansado de planos que morrem num mapa na parede, compartilha esse artigo e vamos construir estratégias que funcionam de verdade.





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